Lembro-me de todos os primeiros.
Todas as vezes em que chegamos quase lá e... paramos no meio do caminho.
Lembro-me de quando chegamos lá. Tinha aquele gostinho proibido...
Lembro daqueles em jardins, em parques, praças, carros. Aqueles que se misturavam com a chuva, ou se aqueciam com o sol.
Lembro-me daqueles planejados e dos espontâneos. Alguns acompanhados de lágrimas, outros de risos. Alguns cheios de dor por repetidas despedidas, outros já nem se convenciam e sabiam que logo seriam doces retornos.
Lembro-me daquele, no meio da noite... meio misturado com meus sonhos.
Foram tantos, reais e imaginados. Tão perfeitos que não pareciam legítimos. Tão bons que minha fantasia não poderia alcançar.
Lembro-me de todos os primeiros. Aqueles que, como toda primeira vez, causaram ansiedade, borboletas no estômago, palpitação, mãos suadas e certo medo. Lembro das sensações causadas pelos lugares, pelas situações e por você.
E, em meio a tantas lembranças, eu busco uma que não encontro. E me pergunto se é porque não aconteceu ou se é porque foi mais um tão ansioso quanto os primeiros.
E, em meio a tantas lembranças, eu me questiono. Pela primeira vez tivemos um verdadeiramente último? As vezes sinto que este último ainda espera o próximo.

